O total de recuperações judiciais requeridas no Brasil no primeiro semestre de 2018 subiu 9,9% na comparação com o mesmo período de 2017, revela o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Foram 753 pedidos contra os 685 registrados no acumulado de janeiro a junho de 2017.

De acordo com o Indicador, as micro e pequenas empresas responderam por 474 do total de recuperações judiciais requeridas no país no período. Na sequência, as médias (170) e as grandes empresas (109) mantiveram suas posições no levantamento.

Segundo a avaliação dos economistas da Serasa Experian, a alta dos pedidos de recuperação judicial durante a primeira metade de 2018 reflete um contexto de mercado sob os efeitos do ritmo abaixo do esperado para a recuperação da atividade econômica brasileira.

Para quem não sabe, a recuperação judicial é uma medida para evitar a falência de uma empresa e é pedida quando ela perde a capacidade de pagar suas dívidas. É um meio para que a empresa em dificuldades reorganize seus negócios, redesenhe o passivo e se recupere de momentânea dificuldade financeira.

Trata-se de um dispositivo legal que consiste em conceder um prazo para que uma empresa deixe de pagar os seus fornecedores e demais encargos e – ao se utilizar esse capital de giro – possa alavancar novamente a sua receita. Porém, se mesmo após recorrer a este dispositivo a empresa não conseguir dar a volta por cima, será decretada a sua falência, e posterior liquidação.

Embora seja uma alternativa para escapar da falência, a recuperação judicial só deve ser requerida após ampla análise jurídica e financeira, de forma a averiguar a possibilidade de outras soluções para a crise.

Fontes: Serasa Experian/ Endeavor Brasil

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