Como uma forma de atenuar os efeitos da pandemia do novo Coronavírus na economia e nos empregos dos brasileiros, o governo anunciou, no último dia 26, uma linha emergencial de financiamento para pagar o salário de trabalhadores de pequenas e médias empresas.

A linha vai disponibilizar R$ 40 bilhões para o pagamento de salários por dois meses. Serão R$ 20 bilhões por mês, em parceria conjunta entre o Tesouro Nacional, bancos públicos e privados, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e Banco Central.

Empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, poderão acessar a linha emergencial de crédito, exclusivamente, para o pagamento da folha de salários de funcionários, por meio de bancos credenciados, sob supervisão do Banco Central. Saiba mais!

  • Qual será cobrança de juros na linha de financiamento? A taxa será fixa, de 3,75%, o valor atual da taxa básica de juros Selic.
  • Está prevista alguma carência para o empresário que tomar o empréstimo? Sim. A empresa que aderir terá carência de seis meses para cobrança de juros e 30 meses para pagamento.
  • Qual a contrapartida para aderir ao financiamento? Para usar essa linha, as empresas não poderão demitir por dois meses os empregados que têm seus salários financiados.
  •  A nova linha de financiamento pode ser usada para bancar todas as despesas das empresas ?Não. Ela é exclusiva para a folha de pagamento.
  • Como vai funcionar a logística para o pagamento dos salários? A empresa fecha o contrato como banco e informa o CPF do trabalhador. O dinheiro vai direto para o funcionário. O empresário fica só com a dívida.
  • Qual é a origem dos recursos? A linha receberá 85% de recursos do Tesouro Nacional e 15% dos bancos. Eles serão responsáveis pelo repasse dos recursos aos clientes. O fundo que vai sustentar a linha emergencial será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
  • Quantas empresas devem ser beneficiadas? A previsão do governo é que sejam beneficiadas 1,4 milhão de pequenas e médias empresas do país, num total de 12,2 milhões de pessoas.

Fonte: G1/BNDES

 

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